domingo, 16 de setembro de 2012

Testes para o Judo

1) Treinamento:


O objetivo deste teste é verificar a condição física e cardiovascular do atleta de judo.
É realizado na sequencia de 15 segundos de esforço (Koshig), seguido por 30 segundos de pausa ativa (Shintai) e mais 15 segundos de esforço (Osotogari) sucessivamente até completar 5 minutos.


     (Shintai)


     (Osotogari)

Tempo de teste- 5 minutos
Séries a serem realizadas - 5 a 10 séries (equivalem ao número de lutas que o atleta realiza normalmente em uma competição)
Tempo de recuperação - irá variar de acordo com o objetivo do treinamento.
Aeróbio - recuperação menos de 1 minuto
Anaeróbio - recuperação maior que 3 minutos.




A tabela abaixo mostra um ciclo para treinamento, envolvendo a fase preparatória, competitiva e de recuperação.


GERAL
ESPECÍFICO
PRÉ COMPETIÇÃO
COMPETIÇÃO
RECUPERAÇÃO
PREPARATÓRIO
COMPETITIVO

Na fase preparatória (específica) é onde ocorre o treinamento mais intenso, de potência aeróbia. Na fase competitiva ( pré competição) ocorre o treinamento visando a potência anaeróbia.


2) Special Judo Fitness Test



Sterkowicz (1997) propôs um teste específico para o judô de caráter intermitente, com a utilização da técnica ippon-seoinaguê.
    O teste segue o seguinte protocolo: dois judocas (ukes) de estatura e massa corporal semelhante (mesma categoria) à do executante são posicionados a seis metros de distância um do outro, enquanto o executante do teste (tori) fica a três metros de distância dos judocas que serão arremessados. O teste é dividido em três períodos: 15s (A), 30s (B) e 30s (C), com intervalos de 10s entre os mesmos (FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001).
    

Durante cada um dos períodos, o executante arremessa os parceiros, utilizando a técnica ippon-seoi-naguê o maior número de vezes possível. Imediatamente após e 1 minuto após o final do teste é verificada a freqüência cardíaca do atleta. Os arremessos são somados e o índice abaixo é calculado (FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001): 


    Quanto melhor o desempenho no teste, menor o valor do índice (FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001).
     O teste avalia a potência aeróbia (tempo de recuperação) e a capacidade anaeróbia ( Nº de arremessos)










Fontes:

EFDeportes.com - Avaliação de atletas de judô com a utilização do Special Judô Fitness Test (SJFT)
Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd121/utilizacao-do-special-judo-fitness-test.htm

STERKOWICZ, S.; ZUCHOWICZ, A. & KUBICA, R. Levels of Anaerobic and Aerobic Capacity Indices and Results for the Special Fitness Test in Judo Competitors. Cracow Academy of Physical Education, 1998.

FRANCHINI, E.; MATSUSHIGUE, K.A.; KISS, M.A.P.D. & STERKOWICZ, S. Estudo de caso das mudanças fisiológicas e de desempenho de judocas do sexo feminino em preparação para os Jogos Pan-Americanos. Revista Brasileira Ciência e Movimento. Brasília v. 9 n. 2 p. abril 2001 21-27

Aula 6 - Judo...Continuação


Aranha, cachorrinho - Aquecimento:

Disposição: Alunos espalhados pelo tatame. Um aluno era escolhido a Aranha (4 apoios) e um o cachorrinho (6 apoios)

Desenvolvimento: O objetivo era o cachorrinho ou a aranha derrubar os outros puxando pela perna, assim fazendo um reconhecimento do ambiente, e se familiarizando com as quedas.

 

Atividade 1.  Rolamento de ombro

Disposição - pode ser executado de joelhos , meia altura ou de pé. Apesar do exercício ter  sido iniciado de joelhos para a criança é mais fácil fazer em pé.





Atividade 2:  Queda frontal

Desenvolvimento:  deve-se prestar atenção no modo de cair, sempre com o antebraço e a com a palma da mão, para evitar que os alunos batam o rosto no tatame


 


Atividade 3 - Imobilização- Ossae-waza. 

Disposição:  num ângulo aproximado à 45 graus, passa o braço por baixo da cabeça, e ao mesmo tempo segura o braço do Uke, impedindo sua movimentação.

 




Atividade 4 - Koshi-Guruma  

Disposição: Coloca o braço direito a volta do pescoço enquanto a mão esquerda mantêm o desequilíbrio,Com ajuda do controlo do pescoço, inicia movimento de rotação do tronco com ligeira flexão das pernas.Estica os joelhos energicamente, com rotação do corpo para esquerda, para projetar.




terça-feira, 11 de setembro de 2012



A evolução sócia histórica do judô : Primeiras aparições

(Resenha Crítica)


      No artigo "A evolução sócia histórica do judô : Primeiras aparições " foi realizado um teste no ano de 1998 .  Um projeto de pesquisa intitulado " Metodologia do ensino de educação física sob a Òtica Crítico superadora : O judô como elemento da cultura corporal. O objetivo principal do projeto era elaborar uma  proposta de metodologia de educação física tendo o judô como como conteúdo capaz de superar os atuais arranjos do ensino. A intenção foi proporcionar aos alunos uma compreensão básica acerca de alguns dos aspectos históricos e sociológicos básicos da construção do judô como elemento da cultura corporal humana. Foi considerado também que o judô, sobretudo, a partir da chegada dos imigrantes japoneses ao Brasil, e consequente contato da cultura deles com a nossa, passou a constituir a cultura corporal brasileira.
     Pontos a serem trabalhados com os alunos : Toda a questão histórica-cultural do Japão, desde os princípios e fundamentos do próprio (quedas,rolamentos,projeções,imobilizações) . È nesse contexto histórico específico que começa a fazer sentido o aprendizado do judô e de seus fundamentos. Assim, mesmo o ensino das técnicas e fundamentos do judô não ocorre de forma isolado , mas sim dentro de um contexto sóciocultural que lhe da sentido e significado histórico.
     Com relação ao lazer, podemos indagar os alunos  se quando temos lagum tempo disponivel, entre as nossas opçoẽs de lazer,incluímos o judô de alguma maneira. Com relação a saúde , devemos saber se o aluno desenvolve o gosto pela atividade física regular ( pelo menos 3 vezes por semana )e se podem querer usar o judô como opção.
    Vários pontos ainda permanecem obscuros no tocante ao judô como conteúdo para as aulas de educação física, um deles é a própria chegada do judô ao Brasil e faltam elementos que permitam nos parofundar.  Portanto , este um trabalho que representa apenas uma sistematização inicial ao conteúdo do judô nas aulas de educação física porém de grande utilidade a profissionais que desejam se aprofundar e passar conhecimentos desse esporte a seus alunos.

FONTE: Orozimbo Cordeiro Júnior; Marcelo Guina Ferreira; Anegleyce T. Rodrigues
Rev. Educação Física UEM  10(1), 2009.
Aula 5 - 29:08:12

Judô

Atividade 1 : Rolamento de ombro


Disposição :  Progressão para ensino das quedas, os alunos ficam sentados.

Desenvolvimento : Os alunos batem palma, batem o antebraço no chão e fazem o rolamento para trás. A posição da cabeça é com o queixo encostado ao peito, e o rolamento é feito pelo ombro,repetindo o movimento para os dois lados para os dois lados.

Atividade 2
: Queda de Costas

Desenvolvimento: Os alunos iniciam na posição de agachamento, batem o antebraço no chão, e fazem o mesmo rolamento de ombro para trás, parando na posição em pé.

Atividade 3 : Pegada Gola-Manga

Desenvolvimento: Alunos um de frente para o outro, com a mão direita pega na gola e com a esquerda pega na manga do adversário.


Atividade 4 : Ossotogari

Desenvolvimento : Os alunos fazem a projeção do colega ao chão com a pegada da atividade anterior. Um dos alunos puxa pela manga e empurra com a mão que está na gola, e faz a projeção do mesmo ao chão, com o colega caindo de costas.

 ( RETER )


Atividade 5 : Um  aluno de frente para o outro, com a pegada de gola manga, um dos colegas aproxima-se com pé esquerdo do lado do pé direito do colega, e com a sua perna direita faz um movimento de “rasteira” na perna direita do adversário


Atividade 6 : Base e Deslocamento

È necessário que mantenha os pés ao chão, sempre afastados, quando se realiza o deslocamento, pois se manter saltitando ou com os pés muito próximos, pode ocorrer um falha e o adversário atacar. 

domingo, 9 de setembro de 2012

Judo

HISTÓRICO


      Segundo o autor Stanley Virgílio (1986), em seu livro A Arte do Judô, "os primeiros indícios da utilização pelo homem de algumas formas primitivas de luta individual e sem arma datam de três mil a.C.".
Mas conforme afirma o autor Luiz Robert (1976), no livro O Judô, "não se falava ainda em desporto. Em todas as regiões do globo, cada povo possuía um método de luta mais ou menos elaborado, que ia melhorando mediante o progresso das civilizações".
      O Japão durante vários séculos viveu isolado do resto do mundo. Sua cultura foi profundamente modificada devido às constantes invasões chinesas, além do regime feudal que foi imposto a seu povo.Nesse isolamento, as técnicas de luta, de ataque e defesa, com armas ou a mão livre cresceram lentamente.Porém, eram guardadas em segredo. Poucas escolas escreviam seus ensinamentos. A transmissão era quase sempre oral, prolongando-se dessa forma até o fim do regime feudal (1867).
      Durante o período de 1867 / 1912, regime do imperador Mutsu-Hito, o Japão passou por um grande período de ocidentalização, denominado Era Meiji, com a introdução das artes, ciências e técnicas européias. Com isso, tudo o que se referia ao antigo regime foi deixado de lado, inclusive as artes marciais. Somente os samurais resistiram. Os demais mestres da época, ou especialistas em jiu-jitsu, sentiram necessidade de abrir academias e/ou ensinar suas técnicas no exército.
      Com isso começa a surgir a rivalidade e a despreocupação com o espírito cavalheiresco, a harmonia e o equilíbrio físico, técnico e moral das artes marciais. Aquela forma de luta tradicional japonesa praticamente desapareceu.O jiu-jitsu passou a ser a técnica de ataque e defesa que contou com o maior número de seguidores. Porém, mesmo com uma indiscutível eficiência no campo da defesa pessoal, o antigo jiu-jitsu não poderia ser considerado um esporte, muito menos ser praticado como tal. Não havia regras traçadas pedagogicamente e nem mesmo padronizadas, imperava o espírito vencer ou morrer, lutar até a morte (shin-ken-shobu).Com isso, o antigo jiu-jitsu gozava de uma certa impopularidade entre as pessoas mais esclarecidas.
Começa então a surgir dentro do Japão uma necessidade de resgatar as origens e tradições de suas lutas. Em 1881, Jigoro Kano, grande estudioso e conhecedor das artes marciais, sintetiza ensinamentos de diversas escolas, criando um método próprio de educação do físico e da mente e funda sua própria escola, a Kodokan, primeiro instituto de divulgação do judô no mundo. Essa síntese é produto da seleção das melhores técnicas do jiu-jitsu e dos golpes mais eficazes e racionais. Foram aperfeiçoadas as maneiras de cair e criados os princípios das quedas amortecidas (ukemis). Também foi criada uma vestimenta especial, o judogui, além de ser dispensada uma dedicação especial aos métodos de projeção.
      O objetivo era a criação de um método de luta mais intuitiva, mais segura, e da qual todos pudessem usufruir, crianças, adultos e até as pessoas de idades mais avançadas. Além de descobrir uma forma racional de utilização da energia humana. Essa nova forma foi então chamada de judô. Gradativamente o judô foi sendo aperfeiçoado, pois algumas de suas técnicas ainda estavam um pouco falhas, e era necessário que todo o judoca conhecesse o desenvolvimento da luta no solo e em pé.
      O judô então estabeleceu-se definitivamente nos costumes do povo japonês, passando a ser ensinado oficialmente nas escolas de 1º e 2º graus. Foi organizada uma pedagogia do judô: o go-kio e seus fundamentos: os katas. Com o judô estabelecido em seu país de origem e a Kodokan crescendo consideravelmente era hora de começar a difundir o judô pelo mundo.
      Segundo Luiz Robert (1976), antes da Segunda Guerra Mundial os E.U.A. já contavam com cerca de 30 academias de Judô, sendo enviados regularmente estagiários à Kodokan.
Stanley Virgílio ( 1986 ), por sua vez, afirma que no início da década de 30, já eram por volta de 50 as academias de judô na América. Na Europa, o processo foi mais lento. Porém, ainda segundo Virgílio, por volta de 1940/1945 a consolidação do judô na Europa já começava a ser evidente, tendo na Grã-Bretanha e na França seus primeiros adeptos.
     Começa então a expansão definitiva do judô. Livros técnicos e textos da Kodokan começam a ser traduzidos e publicados. Diversos países começam a organizar federações próprias. Surgem os primeiros campeonatos: 1951 na França (1º Campeonato na Europa), 1956 em Tóquio e 1961 em Paris (Campeonato Mundial).
Em 1964 na Olimpíada de Tóquio, o judô figurava pela primeira vez, em caráter demosntrativo. Já em 1972, na Olimpíada de Munique, o judô assume definitivamente seu papel de desporto olímpico, com representantes de praticamente todos os países do mundo.
       Quanto à implantação do judô no Brasil, há divergências referentes às datas. Segundo a Confederação Brasileira de Judô (1986), o judô teria chegado ao nosso país por volta de 1922, com o professor Mitsuyo Maeda.
Maeda percorreu várias capitais brasileiras e teve na família Gracie seus primeiros seguidores. Estes porém, voltaram-se exclusivamente para a luta no solo, o então chamado jiu-jitsu (Virgílio, 1986). O mestre Massao Shinohara (1982), considera que a chegada do judô ao Brasil deu-se aproximadamente em 1908, com o advento da imigração. Já o mestre Kwanichi Takeshita (s.d.), afirma ter sido por volta dos anos vinte que o judô foi introduzido em nosso país. Temos ainda o relato de Stanley Virgílio (1986) que afirma ter sido por volta de 1934, com a chegada ao Brasil do mestre Ryuzo Ogawa, que ocorreu a expansão definitiva do judô no país. Desde então, houve a separação definitiva entre o judô e o jiu-jitsu, com cada um sendo ensinado em academias distintas.
       O judô vem então sendo praticado regularmente em todo país, com a realização anual de Campeonatos Brasileiros e com a participação de nossos atletas em todos os campeonatos internacionais e em todas as Olimpíadas, desde a de Tóquio.

Fonte:www.judorio.org.br/fique_ligado/historico/hist_judo_mundo.doc




GOLPES

Golpes Judo.gif


GRADUAÇÃO

No Brasil, as graduações do judô são feitas através das cores das faixas, que são amarradas no quimono (espécie de roupão usado pelos judocas). São elas (de menor nível para o maior): branca, cinza, azul, amarela, laranja, verde, roxa, marrom, preta - 1º Dan, preta - 2º Dan, Preta - 3º Dan, preta - 4º Dan, preta - 5º Dan, Vermelha e Branca - 6º Dan, vermelha e Branca - 7º Dan, vermelha e Branca - 8º Dan, vermelha - 9º Dan, Vermelha 10º Dan.



REGRAS

As lutas de judô são praticadas num tatame de formato quadrado (de 14 a 16 metros de lado). Cada luta dura até 5 minutos. Vence quem conquistar o ippon primeiro. Se ao final da luta nenhum judoca conseguir o ippon, vence aquele que tiver mais vantagens.

Ippon: o objetivo do judô é conquistar o ippon (ponto completo). O ippon é conquistado quando um judoca consegue derrubar o adversário, imobilizando-o, com as costas ou ombros no chão durante 30 segundos. Quando o ippon é concretizado o combate se encerra. 

Wazari: Outra forma de conquistar o ippon é através da obtenção de dois wazari, que valem meio ponto (vantagem). O wazari é um ippon que foi aplicado de forma incompleta, ou seja, o adversário cai sem ficar com os dois ombros no tatame.

Yuko: Quando o adversário vai ao solo de lado. Cada Yuko vale um terço de ponto.

Koka: menor pontuação do judô. Vale um quarto de ponto. Ocorre quando o adversário cai sentado. Quatro kokas não gera o final da luta, embora ele seja cumulativo.